<< MAIS POSTAGENS

O que é o tucupi e como ele é produzido

Nos últimos anos diversos importantes ingredientes nacionais vêm ganhando destaque, sendo pesquisados e despertando o paladar das pessoas. O tucupi, liquido de cor amarela forte e típico da região norte do país, é um ótimo exemplo para retratar essa atenção que se voltou para os produtos da cozinha nacional. Antes de adentrar a esse fantástico ingrediente, precisamos primeiro falar da mandioca, tucupique não é apenas a matéria prima do tucupi, mas também um símbolo do Brasil, presente de norte a sul do país.

A mandioca (também chamada de aipim ou macaxeira) é sem dúvidas um dos nossos mais importantes ingredientes, que além de estar presente do hábito alimentar do brasileiro, possui uma grande importância cultural e histórica. Produto extremamente versátil, onde desde a sua folha até a sua raiz tudo é aproveitado, sendo os indígenas responsáveis pela criação dos subprodutos da mandioca, incluindo o tucupi.

O tucupi é base da culinária norte do país e da comunidade indígena, e trata-se basicamente do caldo que é extraído da mandioca ao processa-la. Assim como a maioria dos ingredientes, a sua produção possui algumas peculiaridades, como o fato da mandioca utilizada ser da espécie “brava”, altamente venenosa pela presença de ácido cianídrico em sua composição. Como fase inicial, a mandioca é descascada, ralada e espremida. O caldo resultante será utilizado para fazer o tucupi, e a parte sólida restante para a farinha.

Com o liquido extraído da mandioca, inicia-se a fase final e importante da produção do tucupi, que é a remoção por completo da substancia venenosa presente. Por cerca de várias horas o liquido amarelado é fervido, e só depois pode ser consumido.  O resultado é um caldo versátil, com uma acidez única, e ingrediente principal do famoso prato paraense “pato no tucupi”.  O tucupi ganha a cada dia mais espaço fora de sua região típica, no gosto dos chefs de cozinha, e até nos diversos estudos e pesquisas sobre o seu benefício que vêm sendo realizados.

Fonte: Petit Gastrô