Pirão: iguaria versátil

Um dos nossos pratos característicos é o pirão de farinha de mandioca, que remonta hábitos alimentares dos indígenas que habitavam a região. O seu preparo é simples e nada mais é do que uma “papa” dessa farinha misturada com água ou diferentes tipos de caldos. O mais comum é o pirão de caldo de peixe, feito com a água em que foram cozidos peixes, sempre com cuidado ao mexer para não embolotar. É servido como acompanhamento do prato principal.

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Popularmente conhecido como pirão de náilon, é feito somente com a farinha de mandioca e água fervente. Também pode ser temperado com sal, temperos verdes, pimenta, alfavaca ou manjericão para servir de acompanhamento de uma carne ou linguiça Blumenau.

Ingredientes (para duas pessoas)

1 linguiça tipo Blumenau defumada cortada em rodelas
2 xícaras de farinha de mandioca
½ litro de água fervente
Tempero verde a gosto

Modo de preparo

1. Aqueça uma frigideira e frite a linguiça em fogo médio.
2. Em uma tigela ou prato fundo, coloque a farinha, o cheiro verde picado e acrescente aos poucos a água fervente.
3. Mexa e acrescente água até atingir a textura cremosa.
4. Coloque por cima do pirão a linguiça frita com a gordura da fritura, que o deixará ainda mais saboroso.

Pirão de leite com carne de sol

Ingredientes (para 6 pessoas)

1kg de carne de sol, de preferência com um pouco de gordura
2 colheres (sopa) de óleo
2 cebolas grandes em rodelas
2 colheres (sopa) de manteiga
1 litro de leite fervido
Sal a gosto
Farinha de mandioca crua bem fininha
Salsa e cebolinha ou
coentro picado

Modo de preparo

1. Corte a carne em pedaços grandes. Lave-a bem e coloque-a numa vasilha, cobrindo com água por 4 horas para tirar o excesso de sal.
2. Numa panela com o óleo, coloque a carne com a parte da gordura virada para baixo. Frite rapidamente, não deixando cozinhar muito para não endurecer.
3. Retire os pedaços e reserve, mantendo-os quentes. Em seguida, frite na mesma panela, as cebolas. Coloque-as por cima
da carne.
4. Ainda na mesma panela, prepare o pirão. Coloque a manteiga, o leite fervido e vá adicionando  a farinha bem devagar para não formar pelotas.
5. Mexa até obter um pirão cremoso. Se passar do ponto, coloque um pouco mais de leite. Prove o sal, coloque em uma  travessa e decore com o cheiro verde.
6. Sirva quente acompanhando a carne de sol acebolada.

 

Fonte: Destemperados

O que é o tucupi e como ele é produzido

Nos últimos anos diversos importantes ingredientes nacionais vêm ganhando destaque, sendo pesquisados e despertando o paladar das pessoas. O tucupi, liquido de cor amarela forte e típico da região norte do país, é um ótimo exemplo para retratar essa atenção que se voltou para os produtos da cozinha nacional. Antes de adentrar a esse fantástico ingrediente, precisamos primeiro falar da mandioca, tucupique não é apenas a matéria prima do tucupi, mas também um símbolo do Brasil, presente de norte a sul do país.

A mandioca (também chamada de aipim ou macaxeira) é sem dúvidas um dos nossos mais importantes ingredientes, que além de estar presente do hábito alimentar do brasileiro, possui uma grande importância cultural e histórica. Produto extremamente versátil, onde desde a sua folha até a sua raiz tudo é aproveitado, sendo os indígenas responsáveis pela criação dos subprodutos da mandioca, incluindo o tucupi.

O tucupi é base da culinária norte do país e da comunidade indígena, e trata-se basicamente do caldo que é extraído da mandioca ao processa-la. Assim como a maioria dos ingredientes, a sua produção possui algumas peculiaridades, como o fato da mandioca utilizada ser da espécie “brava”, altamente venenosa pela presença de ácido cianídrico em sua composição. Como fase inicial, a mandioca é descascada, ralada e espremida. O caldo resultante será utilizado para fazer o tucupi, e a parte sólida restante para a farinha.

Com o liquido extraído da mandioca, inicia-se a fase final e importante da produção do tucupi, que é a remoção por completo da substancia venenosa presente. Por cerca de várias horas o liquido amarelado é fervido, e só depois pode ser consumido.  O resultado é um caldo versátil, com uma acidez única, e ingrediente principal do famoso prato paraense “pato no tucupi”.  O tucupi ganha a cada dia mais espaço fora de sua região típica, no gosto dos chefs de cozinha, e até nos diversos estudos e pesquisas sobre o seu benefício que vêm sendo realizados.

Fonte: Petit Gastrô

Farinha d’água de Bragança

Farinha elaborada a partir da polpa da mandioca fermentada e produzida no município de Bragança, local de grande tradição no preparo desse tipo de farinha, ela é extremamente crocante. Pode ser consumida in natura ou como farofa. É muito utilizada na elaboração de empanados, chibé e substitui o milho na elaboração de cuscuz salgado.

Chicória

É o acompanhante ideal na fervura do Tucupi, produzindo sabor inconfundível nos vários pratos em que tempera. Fundamental em pratos típicos paraenses como o Tacacá, também combina muito bem com peixe fresco.

Doce de Garfo – Cupuaçu

Tradicional doce de cupuaçu, é feito em ponto de garfo, um ponto entre a geleia e o ponto de corte, e não possui adição de conservantes ou qualquer ingrediente artificial. Pode ser usado na elaboração de diversas sobremesas. No Pará, tradicionalmente é consumido puro, com queijo ou farinha, especialmente a farinha d’água.